Iniciamos este blog em outubro de 2008, para divulgar o lançamento do livro de Francisco Dias da Costa Vidal sobre suas memórias da Praia do Hermenegildo. Mas continuaremos contando sobre nossos passeios, nossas experiências, nossas artes, e as novidades do nosso Planeta. Convidamos a todos os amigos a participarem e assim, continuarem a fazer parte da nossa história! Sejam Bem-vindos!

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sábado, 16 de abril de 2011

O batalhão de elefantes



Em 1967, a Disney produziu o filme de animação "Mogli, o Menino-Lobo" (The Jungle Book), inspirado no clássico de Kipling "O Livro da Selva". Uma das partes cômicas mostra a Patrulha da Madrugada (ou da Selva), um pelotão de elefantes liderados pelo Coronel Hathi (no filme) ou Tóti (histórias impressas). O personagem original do livro era um elefante sábio chamado Hathi, palavra que significa "elefante" no idioma da Índia.
O desenho animado satiriza os exercícios militares norte-americanos, de moda na época da Guerra do Vietname (1959-1975). Os movimentos de paquidermes também podem ser associados à baixa inteligência e ao pensamento conservador. Nos EUA, o elefante simboliza o Partido Republicano, partidário da proteção militar do mundo. No nível familiar pode ler-se uma crítica ao autoritarismo obsessivo dos adultos, muito falado na década de 1960. Abaixo, a versão da cena em espanhol mexicano (veja o original em inglês e a versão alemã).

sábado, 4 de dezembro de 2010

Concerto para castanholas e orquestra


No concerto Voces para la Paz 2007, realizado em Madri, foi tocada uma peça para castanholas e orquestra: o trecho instrumental "Intermedio", da zarzuela La boda de Luís Alonso, de Jerónimo Giménez y Bellido (1854-1923). O regente da orquestra foi Enrique García Asensio. A solista, Lucero Tena, esteve inspirada até na expressão corporal.

Se bem foram criadas há 3 mil anos pelos fenícios, as castañuelas são consideradas hoje um instrumento nacional espanhol. Há concertistas nesse instrumento de percussão; eles estudam tanto como um pianista, mas o repertório para castanholas é principalmente folclórico. O nome é diminutivo de "castanha", por analogia da forma (na Andalucía também se conhecem como palillos, e nas Canárias chamam-se chácaras, com formato e etimologia mais da cultura arábica). Sempre no plural, são tocadas em pares: a mais aguda na mão direita.

O tocador de castanholas não tem uma denominação própria; a palavra castañuelero não se encontra no dicionário oficial espanhol, o DRAE. No livro "La tribuna del idioma", o linguista Fernando Díez Losada considera que essa palavra não está reconhecida porque - no flamenco - os bailarinos são os que tocam castanholas e não há no folclore um solista especial (p. 600). Em inglês, o Wiktionary reconhece a palavra castanetist (castanet player), mas o Merriam-Webster não.