Iniciamos este blog em outubro de 2008, para divulgar o lançamento do livro de Francisco Dias da Costa Vidal sobre suas memórias da Praia do Hermenegildo. Mas continuaremos contando sobre nossos passeios, nossas experiências, nossas artes, e as novidades do nosso Planeta. Convidamos a todos os amigos a participarem e assim, continuarem a fazer parte da nossa história! Sejam Bem-vindos!

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Aniversário do Chenho

De acordo à Ignez, hoje 16 de abril seria o aniversário nº 73 do Chénho. Nesta época, a Vovó ia às compras do outro lado do rio Jaguarão e trazia sortimentos e presentes. Defronte à Manuela, dona da loja mais antiga ainda existente, foi comprado o ursinho em 1937 e seu aniversário foi comemorado, daí em diante, como mais um da família Dias da Costa Vidal.
O personagem foi desenhado pela tia Marília, sem saber que faria parte do livro sobre as férias no Hermenegildo, que começaram em 1936, ainda na Barra do Chuí. A instalação no balneário mais tranquilo foi um ou dois anos depois. O Chenho não teria ido nas viagens de ônibus, mas na fantasia se deslocou de jangada. Hoje ele se encontra na casa da Santa Cruz, como uma lembrança transicional.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Kleiton e Kledir recebem o livro "Vamos ao Hermenegildo?"

Amigos do blog,

Estou escrevendo de Macaé, RJ.

Dia 13 de agosto deste ano, K&K estiveram em Macaé, fazendo um show no teatro do SESI, aqui pertinho de casa.
Claro que não poderia perder a minha terceira oportunidade da minha vida de dizer a eles o quanto os admiro e o quanto significaram nas nossas vidas, especialmente, de uma geração que como eu, viveu os anos 80 com intensidade no sul. Como nossos amigos, cantávamos tudo!

A primeira vez, foi quando Maria Eliana, minha irmã, e eu buscávamos a letra de TASSI, música em guarani, que eles cantavam e está gravada em um dos longplays, disco vinil deles...lá pelo começo dos anos 80. Naquela época, sem internet e com dificil acesso as letras, nossa solução foi essa - ir direto a fonte!
A segunda foi num show do SESI, em Curitiba quando eu morava por lá. Cheguei no teatro sem ingressos, tudo lotado, mas achei uma pessoa que me vendeu um - assento bem localizado, bem no centro e perto do palco. Naquela vez, falei o que "estaria" engasgado há anos: que cantávamos suas músicas, sem querer imitar, como uma dupla, Maria Eliana e eu. Informalmente, disse ao Kledir - "eu era você e minha irmã era o Kleiton!" Eles acharam muita graça disso! Agora, repeti, tentando refrescar a memória do Kledir - que pelo visto algo vagava pela memória dele - ele me disse - deverias ter subido no palco conosco!

Bem, no fundo...se subisse, acho que só bebendo "umas" para relaxar. Imaginem! Seria o sonho feito realidade...aliás, acho que nunca sonhei com tudo isso - dividir o palco com eles? Quem sabe na próxima! Mas uma coisa posso dizer, como platéia, cantei tudo, gritei, assobiei, aplaudi feito uma pelotense fora de casa!

No final do show, o pessoal da FIRJAN (Federação das Indústrias do RJ), representado pelo SESI, Hilma, me conduziu ao final da fila para autógrafos e fui então apresentada a eles como a pessoa mais especial da noite. Ansiosa, com alguns amigos por perto, e que não entendiam o porquê de tanto nervosismo, com "tudo" em mãos - o dvd, o livro do Kleiton, dois cds e a foto que tiramos em Curitiba...

Mas antes de mais nada, de qualquer tietagem, fiz questão de eu mesma autografar o livro que meu pai escreveu sobre o Hermenegildo, como uma das editoras e personalizando o presente já que estou tão longe de casa e do autor!

Pena não ter foto deste feito, mas tenho do encontro...e podem confiar, eles adoraram! Disseram que além de ler iriam passar para pessoas da fam[ilia, um tio que sempre ia muito por lá veranear.
Quem sabe ele até está nas fotos!

Deixei meu telefone para contato e avisei que o e-mail do autor estava no livro para qualquer comentário, tiramos esta foto e...nos despedimos!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Visita de vanguarda no Hermena

Na segunda 12 de janeiro às 14h, pegamos Anita Carrasco (que tinha adoecido no domingo e não viajou ao Hermena). Logo fomos na Marialba e rumamos a Santa Vitória, com a intenção de preparar o lançamento do livro. A viagem passou rápido, com fundo musical e muita conversa entre as duas Anas. A única pausa foi no Alvorada.

Ao chegar no Hermenegildo, fomos encontrando veraneantes conhecidos. Anita nos levou a duas casas: a de Salma Etiene Vasques Rodrigues de Lima - que, depois saberíamos, é colunista social do Jornal Liberal - e a do seu irmão, o professor Homero Vasques Rodrigues, autor de vários livros. Eles são filhos de Nelson Vasques Rodrigues, outro escritor.
Defronte à casa de Etiene (foto abaixo com seu marido, o Bileco), estava o professor Indu Ferrari (foto acima, com Anita), muito entusiasmado com a paleontologia. Todos tinham lido o livro, num único exemplar que estava circulando, comprado em Pelotas por Rosângela Cava.
Em Santa Vitória, muitas pessoas têm nomes estranhos e ficam conhecidas por seus apelidos da infância. O Bileco é um desses casos; ele se chama realmente Ioel.

Logo passamos a visitar o professor Homero. Por mais uns minutos conversamos com ele e a esposa, Maria Teresa. Era nosso primeiro contato com ele, que falou de seus veraneios nos anos 40, quando tinha uns 5 anos menos que Ignez. Homero diz que leu metade do livro em meia hora e depois ficou mais meia hora chorando, emocionado por tudo o que estava lendo ali, sua própria infância, com fotos que ele gostaria de ter tirado. Uma delas era a do padre na motocicleta: um amigo lhe havia dito que se trataria somente de uma bicicleta com motor, e esta foto do livro lhe havia dado razão, quanto a tratar-se realmente de uma motocicleta. Novamente emocionado, ele agradeceu por esta publicação e se declarou admirador de toda a família Vidal.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Almoço no Gourmet

Quinzenalmente há algum motivo para celebrar algo e geralmente é a Ignez que nos paga o almoço, preferentemente no Lobão. Esta vez foi no Gourmet e o motivo foi o bota-fora da Ana Teresa, que viajava de volta a Macaé sexta-feira de tarde, após ter deixado várias decisões encaminhadas sobre o lançamento do livro em Santa Vitória. O almoço anterior foi na Galeteria, pelo lançamento do livro. Nesta sexta 9 de janeiro, Marialba Torres estava conosco e, como não poderia deixar de ser, o assunto principal foi o Hermenegildo.

Antes deste almoço, Ignez tinha recordado que seu primeiro contato com os castelhanos foi com a família Olivera, que veraneava na casa do lado. Meses antes de completar 5 anos, Ignez ouviu de uma das vizinhas o convite "Querés jugar?", e saiu correndo de medo, perguntar à mãe o que significava aquilo. Então, a mãe com todo carinho explicou: "Sua boba, ela quer brincar contigo". A menina começou aí uma amizade que duraria para sempre, mas que seria bloqueada 9 anos depois, com o fim dos veraneios na praia. Durante toda a vida, Ignez buscou o contato com os castelhanos, em sucessivas viagens aos países vizinhos (sua forma de retornar àquela época, infringindo a proibição de voltar).

Em pleno almoço, Ignez comentou a Maria Eliana que só havia voltado ao Hermenegildo uma vez, com a tia Marília (nenhum de nós sabia), em ano que não especificou, e que tinha ficado chocada com as mudanças no lugar. Só o fato de recordar aquele momento a deixava tão angustiada que ela disse que nem gostava de falar nisso. Foi quando não conseguiu mais segurar as lágrimas, por uns segundos.

Após o lançamento, é a segunda pessoa que sabemos ser tocada por grande emoção devido ao tema do livro. A outra foi Leda Borges, que sem conhecer o Hermenegildo pôde lembrar de sua própria infância. Sessenta anos depois, os sentimentos seguem existindo e precisando de cuidado. Não os ignoremos nem os reprimamos. Vamos ao Hermenegildo?

sábado, 3 de janeiro de 2009

O autógrafo para Anita Carrasco


Anita Carrasco Pereyra, que escreveu em 2006 o prefácio e sempre torceu pelo sucesso do livro, ajudou-nos a localizar outros vitorienses residentes em Pelotas. Professora de História e Geografia no CEFET, ela ainda estava trabalhando na hora da sessão de autógrafos, mas conseguiu chegar às 21:30.

O autor lhe dedicou um autógrafo especial, de página inteira, e o leu a ela em voz alta (foto à direita), ganhando um carinhoso beijo de agradecimento e admiração. Anita é fã da família Soto Vidal desde 1968, quando se radicou em Pelotas.

Ignez Dias da Costa Vidal também apoiou a produção, emprestando algumas fotos do álbum familiar. Ela não escreveu o livro, mas recorda detalhes que apóiam o texto, do ponto de vista da filha mais nova. Foi Ignez quem indicou Anita para escrever o prefácio, especialmente por seu conhecimento, desde a infância, do balneário do Hermenegildo e seus personagens.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

"Vamos ao Hermenegildo?"

O segundo livro de Francisco Vidal será lançado ainda este ano

"Vamos ao Hermenegildo?" é uma série de crônicas de memórias sobre os veraneios no balneário vitoriense entre 1936 e 1945. As férias familiares, que se inauguravam com a emocionante viagem pela praia, são o pano de fundo destes relatos que hoje - além de aventura - trazem até nos um retrato histórico, geográfico, social e afetivo.

Francisco Dias da Costa Vidal, tão benquisto por seus ex-alunos, leitores e conterrâneos, revela-se nestas páginas o homem de muitas facetas que sempre foi: psicólogo, agrônomo, cronista de arte e viagens, desenhista, pai de cinco filhos, pessoa de fé... Nos brinda com uma jóia bem lapidada desde a década de 1990.


Suas crônicas nos conduzem a um encontro de múltiplas facetas: num canto do mundo, onde dois países se tocam, onde a natureza não marca fronteiras políticas e as pessoas de ambos países se misturam, se conhecem mutuamente e fazem amizades duradouras, muitas das vozes da rica personalidade do autor também se coadunam.
Este livro é, portanto, um convite a um encontro marcado que espera pelo leitor: Vamos ao Hermenegildo?

Esta será a capa do livro! (Arte de Gilnei Tavares, sobre uma idéia de Ana Teresa Soto Vidal)

Francisco Vidal na Praia do Hermenegildo, em outubro de 2006. A coleta de conchas na areia é uma metáfora das recordações que foram recolhidas na Praia da Memória. Algumas delas o mar levou; outras se transformaram em relatos e serão agora publicados.

Fotos de Ana Teresa.