Iniciamos este blog em outubro de 2008, para divulgar o lançamento do livro de Francisco Dias da Costa Vidal sobre suas memórias da Praia do Hermenegildo. Mas continuaremos contando sobre nossos passeios, nossas experiências, nossas artes, e as novidades do nosso Planeta. Convidamos a todos os amigos a participarem e assim, continuarem a fazer parte da nossa história! Sejam Bem-vindos!

domingo, 24 de julho de 2011

Parati e seus personagens (2)

"Parati concorre a Patrimônio da Humanidade. Lá, os ângulos são uma arte a cada esquina; lá a cachaça artesanal concorre a melhor bebida do Brasil; lá o mar e a história se encontram nas pedras redondas que calçam a cidade histórica; lá as nuvens tocam a serra e a lua toca as torres das igrejas".

Assim começo meu novo post onde destaco os personagens de Parati, duante a FLIP 2011.
Flagrei muitos personagens - crianças, jovens, adultos e pessoas mais maduras, em todos os lugares.

Enquanto estávamos esperando o próximo painel de autore na tenda maiors, aproveite para tirar algumas fotos das pessoas, especialmente crianças que brincavam por ali.

Todos sem exceção, com livros nas mãos junto a uma paisagem incomparável.
Na entrada da cidade, ouvimos de longe uma música andina, um tanto eletrônica. E como tudo em Parati, paramos para ouvir, sentados no banco da praça, onde encontramos este rapaz nordestino.

Novos personagens ali por perto e não perdi a oportunidade.Este rapaz, com toda a certeza, não é nativo da região do Rio.
Olhem a cuia! Onde se usa esta cuia sem pescoço? Acertou quem disse Uruguay e algumas regiões da Argentina. Mas tem muito gaucho que gosta destas cuia "economizadoras de ervamate".Nas ruas de Parati, os profissionais de rua aproveitavam a oportunidade. Este "homem de lata-pintor" divertia as crianças.Os músicos dos bares, estando na rua, dentro dos bares e pubs, davam um toque brasileiro. Na beira do mar, paramos num vendedor de chapéus e junto conosco duas paulistas com a respiração congestionada. Disseram que não estavam acostumadas a um ar tão limpo. O vendedor, também paulista, ria e dizia "não troque este lugar por nenhum do mundo!" Pessoas diferentes ao "normal", pessoas divertidas, pessoas especiais, todas conectadas aos livros e ao mundo moderno.Estes declamadores de poesias de cordel, andavam pelas ruas dando nova cor às poesias "normais".E a cada vez que a gente parava nas ruas, para olhar para algum lugar, para se "encontrar" naquelas ruas parecidas ou saber a programação da FLIP, alguém parava para perguntar-nos alguma coisa ou para ajudar-nos. Este senhor simplesmente disse "querem ajuda?". Perguntamos - " o senhor mora aqui?" - "sim, respondeu ele - há 83 anos!" Tinha vindo buscar uma nova muda, distribuida por um dos patrocinadores da festa.

O declamador de poemas tinha seu "cardápio" e a cada colaboração gentil, iniciava sua arte. Sob aplausos, disse - "obrigado pela sensibilidade de todos!"

Nos stands dos patrocinadores, as pessoas aproveitavam para tomar capuccino, cafezinhos, ver os paineis nos televisores, para comprar lembranças e comprar livros quase de graça no "Folha de São Paulo"....

... e ler mais um pouco!

Mas se alguém quisesse comprar livros dos mais diversos, a livraria era o melhor lugar.

Livros, mais livros, mais livros ...e pessoas lendo. ...Adolescentes lendo! ... e a fila para pagar, feita de mais livros.Dentre outras surpresas, lógico que fomos pesquisados - pessoas contratadas para saber o perfil dos participantes da FLIP.Mas os autóctonos estavam por ali - eles fazem parte importante da FLIP. Sem eles, nada aconteceria - os pescadores dão passeios pelas águas e os charreteiros, passeios pela cidade histórica.Mas na cidade da literatura, encontramos pessoas que não estão na escola, um protesto contra as péssimas condições das escolas, dos professores e da educação. Mas também assistimos um professor de teatro e música dando fazendo um discurso na FLIPINHA (FLIP direcionado às crianças) falando que Parati precisa crescer e seus habitantes ajudarem a construir um futuro melhor.O Green Peace também estava lá, conversando com todos. A população de Parati parece ainda estar na busca do seu reconhecimento. Os indígenas da região vendem nas ruas suas artes e não parecem ter o mesmo apoio que outros grupos. Ali existem duas comunidades de tupis-guaranis.
Os poetas de rua, iniciantes, autônomos vendem suas artes de boca em boca.Neste encontro de ruas, a cartomante sempre lá. A argentina com seu "acorden" dava o fundo musical.Durante a FLIP, os horários de refeições são ao estilo de férias - café da manhã tarde, almoço às pressas, um lanche aqui, um churros ali...A moça nos contou que vendia 300 por dia.

Assim como ela, vendedores de cocadas, doces, pipoca, caipirinhas, "capetas"...O personagem n°1 foi o Homem Borboleta. Tudo que ele vende são borboletas e que infeitam a barba e os cabelos dele mesmo. Personagem que já esteve no Jô Soares. Na Casa do Autor, um encontro bacana com este rapaz - que nos deu de presente uma camiseta. Parati e seus personagens - a maior riqueza da região!

Parati / RJ - FLIP, cidade histórica (1)

Nossa ida a Paraty se deu no dia 05 de julho.

Eu, sai de Macaé, no Estado do Rio e os papis chegavam de POA, no Galeão. 
Tudo programado, chegamos em Paraty às 18h. Jantamos e fomos para a Pousada.
Chegamos para a FLIP - Festa Internacional Literária de Paraty - 05 a 10 de julho 2011 - 8ª edição.
Os dias estavam nublados e depois de muito frio no sul do Brasil, o clima por aqui estava instável. Nunca fez tanto frio no Estado do Rio - mínimas de 10 graus em Macaé e 8, em Paraty.
Por isso em muitas fotos estaremos de blusa de manga comprida. Mas isso ajudou muito nos passeios - caminhando tudo ficava confortável. A proximidade da serra, do mar e de SP (com temperaturas mais frias) a região sul do RJ é instável.


(foto - rua de entrada da cidade histórica)
Quando se fala de Paraty, até chegar lá, não se tem a idéia real da cidade. Ela tem várias facetas.
- Cidade de Paraty
- Cidade Histórica
- Região costeira

A cidade não é muito grande e nem muito desenvolvida. Nela estão as pousadas, o comércio, a vida normal.Na cidade histórica estão os bares, pubs, restaurantes, pousadas, museus, lojas, atelies, igrejas e algumas poucas moradias.
Durante a FLIP - existe um clima cultural intenso. Os turistas são muito parecidos - de crianças a idosos, todos com interesses comuns. Os livros, os painéis com autores, os stands, as lojas com lembranças, as músicas e os músicos, os poetas autônomos pelas ruas vendendo seus livrinhos, os personagens, como o "homem borboleta" que já havia estado no Programa do Jô, os declamadores de poemas e os de cordel...mas a livraria era o local preferido, onde todos estavam "mergulhados".
Antes do final de semana, as ruas ainda estavam vazias ou circuláveis, mas depois...tudo cheio.
Na cidade histórica, vê-se algumas casas muitos mais cuidadas e preservadas do que outras. Destacam-se quatro - a casa de um francês, a casa da família Roberto Marinho, a casa dos Bragaça e de Amir Klink.
Difícil mesmo é caminhar pelas pedras - nem tão dificil, dependendo da rua que se escolhe. As charretes são uma opção divertida de passeio, para descansar, ver algumas localidades específicas, saculejar um pouco e rir com o passeio.

Alguns prédio são lojas modernas, de roupas ou de artesanatos, quadros, artes em geral.

Outras são bares com som ao vivo, mesinhas na calçada, quer dizer, na rua, nas pedras.
Os detalhes das casas é uma peculiaridade e dependendo do ângulo, oferecem história e fotos maravilhosas.

Dentro delas também boutiques, atelies e profissionais autônomos - psicóloga!!! 
As surpresas em Paraty são muitas!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Adaptador é resgatado

Depois de um mês de procura pela casa, a Mamita achou o AC power adaptor Sony AC-E455 da filmadora da Ana Teresa. Estavam sendo vasculhados todos os quartos de cima, onde era mais provável encontrá-lo, mas qual filho pródigo ele não dava as caras nem parecia querer voltar às origens fluminenses.

Ninguém ia procurar um carregador no meio das frutas, e quem quisesse bananas (Papito, na foto) não daria a mínima para uns fios velhos jogados abaixo delas. Como na parábola bíblica, o Filho perderia todos seus recursos e terminaria dando comida aos porcos (Lucas 15, 15).

No último dia, a esperança foi reestabelecida (João 6, 39). A saída era procurar no lugar menos pensado, e mesmo assim os fatos ocorreriam no dia menos esperado (Lucas 12, 40).

Os ensinamentos me servirão para agora encontrar o celular que perdi ontem domingo.

sábado, 16 de abril de 2011

O batalhão de elefantes



Em 1967, a Disney produziu o filme de animação "Mogli, o Menino-Lobo" (The Jungle Book), inspirado no clássico de Kipling "O Livro da Selva". Uma das partes cômicas mostra a Patrulha da Madrugada (ou da Selva), um pelotão de elefantes liderados pelo Coronel Hathi (no filme) ou Tóti (histórias impressas). O personagem original do livro era um elefante sábio chamado Hathi, palavra que significa "elefante" no idioma da Índia.
O desenho animado satiriza os exercícios militares norte-americanos, de moda na época da Guerra do Vietname (1959-1975). Os movimentos de paquidermes também podem ser associados à baixa inteligência e ao pensamento conservador. Nos EUA, o elefante simboliza o Partido Republicano, partidário da proteção militar do mundo. No nível familiar pode ler-se uma crítica ao autoritarismo obsessivo dos adultos, muito falado na década de 1960. Abaixo, a versão da cena em espanhol mexicano (veja o original em inglês e a versão alemã).

sábado, 12 de março de 2011

Curitiba no Carnaval




Ir a Curitiba no Carnaval é fugir de tudo que significa axé, fabtasias, blocos, desfiles e bagunça.



Ruaas vazias, mas ideal para pessoas que gostam de uma cidade turística pronta para atender os poycos que andam por ali.


No centro, um sossego incomparável.


Caminha-se tranquilamente. E em pleno Carnaval um frio inesperado.
A Universidade Federal do Paranám na fotos.




O Jardim Botânico, passeio obrigatório.

Tudo geito com o ônibus turístico, antiga "jardineira", que vai de parque em parque.








A praça do Japão, toda iluminada e descanso obrigatório dos cachorrinhos que moram nos prédios do "Água Verde".

O inesquecível Parque Barigui - saudade daqueles domingos!







A torre da Telepar - 360° de pura admiração!


foto - lá em cima da torre.










Praça do Relógio das Flores, do Cavalo, feirinha de domingo - muita agitação!




Curitiba tem de tudo! É para todos os gostos e necessidades!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Dizem que coincidências não existem!

Foto - Suzana e eu em Buzios, 2010.

Não posso deixar de contar esta história do cotidiano, mas que raramente acontecem!

Eu participo de um grupo de Recursos Humanos em Macaé, do qual sou coordenadora.
Isso tem me aproximado a muitas pessoas novas e me trazido muitas alegrias.
Claro que participar de uma rede de profissionais de qualquer forma é sempre interessante e estratégico, pelas informações que se têm acesso antes que os demais.

Foi assim que, através de uma das coordenadoras da UFF (Universidade Federal Fluminense), Suzana Lima, entrou em contato comigo. Assim que recebi o e-mail, liguei.
Conversando, e percebendo o sotaque dela bem portoa-alegrense, perguntei de onde era.
Ela recém chegada de Brasília, me disse que apesar de parecer da capital, era nascida em Pelotas, como eu. Minha conterrânea a contemporânea.

Com a finalidade de integrar a UFF à comunidade, ela nos convidou a participar de um painel numa das turmas de Psicologia do Trabalho, da qual é professora.

Foto - Painel na turma de Psicologia, na UFF-Rio das Ostras-RJ - 2010
(Suzana à esquerda de blusa branca)

Então, enquanto isso, fui averiguando quem era a Suzana e se já nos conhecíamos da época do colégio. Mas não nos cruzamos por lá, nem no Colégio São José e nem no Pelotense, onde eu estudei. Ela faz parte daqueles que fizeram outro caminho - Salis Goulart e Gonzaga. Mas eu tive amigos que estudaram no Gonzaga. O pai dela, segundo o que ela me disse, escrevia no Diário Popular. Eu disse que o meu também. Eu falei que meu pai era psicólogo (um dos primeiros de Pelotas) como ela.
Era muita coincidência!
Foi então, que minha mãe me disse - Sabe quem é a avó da Suzana!? A Dona Ivete. Quando cheguei no Brasil, em 1960, as únicas que me ofereceram boas-vindas, foram as professoras do CAVG (Colégio Agrotécnico Visconde da Graça), onde o "Papi" era professor. O chá de boas-vindas foi na casa da Dona Ivete.
Poxa, que surpresa!!! Que histórias cruzadas!!! Que coincidência de "novela"!!!
Depois de 50 anos, exatos 50 anos, eu tinha a oportunidade de "agradecer" e "devolver" a recepção que a avó da Suzana tinha feito a minha mãe, recebendo-a aqui em Macaé.
Foi assim que fomos juntas a Búzios e a recebi em minha casa - mas desta vez, para tomar chimarrão!!!
Bem-vinda, Suzana!!!!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Barreiras



Tenha dúvidas daquilo que dizem de você.
Mas acredite se vier de um coração sincero.
Não deixe que suguem, enquadrem ou desmanchem você,
mas entregue o que você tem de melhor,
se quem estiver olhando, enxergar seu sorriso e suas lágrimas.
Porque ninguém tem o direito de invadir você
com palavras se não forem ditas com a alma.
AnaT2010