Iniciamos este blog em outubro de 2008, para divulgar o lançamento do livro de Francisco Dias da Costa Vidal sobre suas memórias da Praia do Hermenegildo. Mas continuaremos contando sobre nossos passeios, nossas experiências, nossas artes, e as novidades do nosso Planeta. Convidamos a todos os amigos a participarem e assim, continuarem a fazer parte da nossa história! Sejam Bem-vindos!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Kleiton e Kledir recebem o livro "Vamos ao Hermenegildo?"

Amigos do blog,

Estou escrevendo de Macaé, RJ.

Dia 13 de agosto deste ano, K&K estiveram em Macaé, fazendo um show no teatro do SESI, aqui pertinho de casa.
Claro que não poderia perder a minha terceira oportunidade da minha vida de dizer a eles o quanto os admiro e o quanto significaram nas nossas vidas, especialmente, de uma geração que como eu, viveu os anos 80 com intensidade no sul. Como nossos amigos, cantávamos tudo!

A primeira vez, foi quando Maria Eliana, minha irmã, e eu buscávamos a letra de TASSI, música em guarani, que eles cantavam e está gravada em um dos longplays, disco vinil deles...lá pelo começo dos anos 80. Naquela época, sem internet e com dificil acesso as letras, nossa solução foi essa - ir direto a fonte!
A segunda foi num show do SESI, em Curitiba quando eu morava por lá. Cheguei no teatro sem ingressos, tudo lotado, mas achei uma pessoa que me vendeu um - assento bem localizado, bem no centro e perto do palco. Naquela vez, falei o que "estaria" engasgado há anos: que cantávamos suas músicas, sem querer imitar, como uma dupla, Maria Eliana e eu. Informalmente, disse ao Kledir - "eu era você e minha irmã era o Kleiton!" Eles acharam muita graça disso! Agora, repeti, tentando refrescar a memória do Kledir - que pelo visto algo vagava pela memória dele - ele me disse - deverias ter subido no palco conosco!

Bem, no fundo...se subisse, acho que só bebendo "umas" para relaxar. Imaginem! Seria o sonho feito realidade...aliás, acho que nunca sonhei com tudo isso - dividir o palco com eles? Quem sabe na próxima! Mas uma coisa posso dizer, como platéia, cantei tudo, gritei, assobiei, aplaudi feito uma pelotense fora de casa!

No final do show, o pessoal da FIRJAN (Federação das Indústrias do RJ), representado pelo SESI, Hilma, me conduziu ao final da fila para autógrafos e fui então apresentada a eles como a pessoa mais especial da noite. Ansiosa, com alguns amigos por perto, e que não entendiam o porquê de tanto nervosismo, com "tudo" em mãos - o dvd, o livro do Kleiton, dois cds e a foto que tiramos em Curitiba...

Mas antes de mais nada, de qualquer tietagem, fiz questão de eu mesma autografar o livro que meu pai escreveu sobre o Hermenegildo, como uma das editoras e personalizando o presente já que estou tão longe de casa e do autor!

Pena não ter foto deste feito, mas tenho do encontro...e podem confiar, eles adoraram! Disseram que além de ler iriam passar para pessoas da fam[ilia, um tio que sempre ia muito por lá veranear.
Quem sabe ele até está nas fotos!

Deixei meu telefone para contato e avisei que o e-mail do autor estava no livro para qualquer comentário, tiramos esta foto e...nos despedimos!

domingo, 19 de julho de 2009

Poema "Onde nunca estive"

“Onde nunca estive”

Existe um lugar
mais além do mar
onde existe vida

Existe um lugar
mais além da nossa imaginação
onde existe sofrimento e dor

Existe um lugar
Mais além do sol poente
Onde homens solitários choram

Existe um lugar
Onde o mundo convive
E vence todos os dias

Eu estive lá
Estive onde nunca imaginei estar

Lá eu vi o sol nascer
Lá eu vi o mar azul
Vi as profundezas das águas
E a grandiosidade da vida

Vi a humanidade inteira
Na tentativa de viver em paz
E de conviver todos os dias
Apesar da distância

Nesse lugar tão distante
Mas tão perto de mim
Posso ir quando quiser
Por que precisam de mim

Mais além da solidão
Existe solidariedade
Mais além da escuridão da noite
Existe o brilho do amanhecer

Mais além do sofrimento
Existe o valor digno do trabalho
Mais além da dor
Existe a vida e o amor

Nunca imaginei chegar
Nunca imaginei estar lá
Mas meu olhar estava tão atento
Que entendeu o que viu


Junho.04

Este "poema" escrevi alguns diuas após ter embarcado numa plataforma de perfuração de poços de petróleo, aqui em Macaé. Voltei impressionada pelo que vi lá e escrevi estas palavras que sairam fácil.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Casa do Livro: a primeira impressão

Na terça-feira prévia ao lançamento, entramos no Hermenegildo com os olhos bem abertos, à procura da famosa Casa do Livro, que na visita anterior não chegamos a ver. Talvez ela estivesse oculta... tive suspeitas de que os funcionários municipais (secretário e diretores) não a houvessem visitado nunca. Confirmaram-se elas, em parte, no dia do lançamento.

Não havia mistério algum. Lá estava ela, na primeira esquina comercial à direita, num dos poucos sobrados de todo o Hermenegildo. Sobre a ampla porta de entrada, um notório anúncio e a vísivel placa com o número triplamente trino, que ninguém sabia: 363.

Tomamos de surpresa a recepcionista. Quem seriam esses turistas tão donos de casa? Shainá, de 19 anos, não nos conhecia nem nos esperava naquela hora, mas nos tratou com a maior gentileza. Ah sim, o lançamento estava programado. Não, geladeira não havia. O sr. Gilberto poderia nos receber? Gilberto, quem? Ah, o Careca. Nossa formalidade contrastava com os modos familiares, típicos daqui, onde os apelidos viram nome próprio.

Afinal o sr. Careca chegou e nos contou um pouco dele e da história da Casa do Livro. Seu nome: Gilberto de Medina Coeli. O primeiro sobrenome, espanhol (igual a Mi Papá); o segundo, italiano (na verdade, do latim, pronunciado "chéli"), "coéli", para facilitar. A Casa fora criada há exatamente um ano (17 de janeiro) e estava tendo sucesso como biblioteca infantil, apesar de destinada a toda a comunidade. Formara-se com doações de sócios; livros usados mas de boa variedade e qualidade.

Atendia grátis, todo o ano, aos 500 moradores permanentes. No verão, todos os dias após 18h; de março a dezembro, em horário normal de manhã e tarde, de segunda a sexta. Nem um só livro se havia perdido, neste tempo. Naquela hora, crianças conversavam e jogavam com os materiais disponíveis, em mesas baixinhas.

Deixamos ali um dos banners preparados por Maria Eliana, para pôr bem à vista durante o lançamento - ficaria depois como doação. Nossa primeira impressão quanto à biblioteca foi positiva, mas nos pareceu que o recinto somente comportava umas 20 pessoas de pé.

Não dimensionávamos que este humilde livro de memórias marcava um grande momento neste lugar: vinha um escritor de longe para presentear a comunidade com um registro histórico (um livro de excelente qualidade formal, cheio de fotografias dos antepassados, como ninguém fizera antes) e era o primeiro livro a ser lançado e vendido aqui no Hermena.

Um fantasma no caminho

Às 14h do dia 20 de janeiro, a mesma equipe da semana passada se dirigiu a Santa Vitória, agora para o lançamento do livro no meio da comunidade que o motivou. Tudo estava preparado para o grande dia.

A primeira parada no caminho foi num restaurante fantasma, que suponho ter fechado há uns 10 ou 15 anos. Em nossa infância era nosso conhecido, pelo bom atendimento e pelo mapa mural, hoje deteriorado, que mostrava do Chuí até Belo Horizonte as linhas de uma empresa de ônibus. A parede ainda está lá (no canto à direita, na foto maior, e no detalhe da última foto, abaixo).

O recinto está totalmente vazio. Nem sequer moscas entram no antigo paradouro de Curral Alto; só as plantas tomam conta do local. Um entendido diria que o aspecto dos vegetais denuncia só um ano de abandono. As portas estão fechadas, mas não têm vidros. Como fantasma, por elas entrei e vi a cozinha e o banheiro, sem móveis nem o menor signo de vida. Mas eis que o velho esqueleto é "vigiado" por um posto de gasolina, bem ao lado, onde também há uma loja. O movimento continua passando pelo restaurante morto, sem extingui-lo nem renová-lo. Fotografei um aspecto do salão, nessa hora iluminado generosamente pelo sol.

Entre a Vila Quinta e Santa Vitória, pode-se parar num restaurante no Taim, neste posto de gasolina, numa lancheria e no restaurante Alvorada com seu posto e lancheria (Alvorada é uma localidade, até com seu balneário). Mas para nós o mais romântico é este ex-restaurante do faroeste.

À venda em 7 pontos

Após os lançamentos em três cidades, o livro já foi colocado em 3 livrarias de Pelotas (Mundial, Vanguarda e Educat) e uma de Rio Grande (livraria da FURG, na rua Luís Loréa 261).

Em Santa Vitória do Palmar, onde não há livrarias formais, está disponível em 3 pontos: a tabacaria da estação rodoviária vitoriense, a loja de Sergio Olivera (Barão do Rio Branco 830) e a Casa do Livro Professora Elinha Naparo (Alameda das Acácias 363) no Hermenegildo.

Uma nova possibilidade é levar o livro a Porto Alegre, onde o mercado é dez vezes mais amplo que no interior, e onde também mora pelo menos um milhar de vitorienses.

Sergio Olivera González tomou a foto de cima, às 18h do dia do lançamento no Hermenegildo (23 de janeiro). Três dias antes, eu captei o simpático detalhe da placa com o número (esq.), pouco visível à distância: um peixão e dois peixinhos, passeando na Alameda das Acácias. Eles também vão comprar o livro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Almoço no Clube

Às 13h, Anita já havia desistido de nos esperar, supondo que a entrevista com o Kininho tivesse terminado entre 10:45 e 11h. Mas a praia tem outro ritmo, e nós da cidade ainda aos poucos estávamos nos acostumando. Anita é professora e nos últimos meses havia trabalhado sete dias por semana, sem contar que a solidão da casa de veraneio a deixa ansiosa e insone. Tudo isto iria se resolvendo nas semanas seguintes, no sábio ritmo da natureza.

A hora do almoço nos levou ao Hermenegildo Praia Clube (antigamente "Recreio dos Veranistas", que saiu do mais antigo Clube Wenceslau Rocha, fundado em 1924), hoje uma grande estrutura que permite receber até mil pessoas comodamente sentadas. Ali se fazem festas, bingos e todo tipo de reuniões. O casal presidente - atualmente Getúlio (Tula) e Zaira Oliveira, na foto acima - reabriu o espaço do Clube como restaurante ao meio-dia.

A sala de recepção tem todas as paredes cobertas com centenas de fotos das rainhas e princesas do Clube e outras lembranças, e uma sala interna tem ainda fotos de todos os presidentes desde 1924. É uma espécie de galeria artística, social e histórica, depósito das melhores recordações de uma comunidade.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Na praia, o amanhecer se prolonga até 12h

Retrasados pelos primeiros contatos da manhã e suas emoções, saímos cerca das 10:15 em direção ao Hermenegildo, onde às 10h tínhamos hora marcada com o Kininho Dornelles, secretário municipal de Cultura, Esportes e Turismo. Quando chegamos ao lugar, ele ainda não tinha chegado: ainda estava em ritmo de pós-serenata.

A reunião com ele foi de uma hora e meia, concordando aspectos do lançamento, a começar pela data, que pedimos para a sexta 23, e o local, que concordamos que fosse a Casa do Livro, que não conhecíamos (dia 17 completaria um ano de existência). A prefeitura faria a divulgação e organizaria o coquetel; nós traríamos bebidas e docinhos. A música ficou no ar (em sentido figurado): não ficou claro quem cantaria. Posteriormente veríamos que não somente nós, mas nem sequer as autoridades municipais conheciam a Casa do Livro.

Foi um pouco decepcionante que ele não tivesse conseguido a entrevista na Rádio Cultura para esse dia, ao parecer por esquecimento, mas, pensando bem, era melhor que fosse em data mais próxima: a quarta-feira anterior ao lançamento. A lentidão parecia relacionar-se com uma noite de serenatas pelas casas, convidando pessoas para uma festa no Clube.
Perguntado sobre uma música escrita para o Hermenegildo, o próprio Kininho não lembrava a que cantou em Pelotas, "Folhas de Outono"; na verdade, ele tem 3 músicas, e esta última é a mais recente, ainda não gravada por ele.
Deixamos com ele um exemplar do livro e alguns cartazes, dos preparados por Ana Teresa para divulgação (foto acima).
Saindo dali, às 12:15, ele voltou tranquilamente para sua casa e nós fomos olhar como estava a praia (foto abaixo).
Havia bastante sol e vento, convidando a caminhar na areia, mas o tempo que agora nos deixava livres (da entrevista) também nos pressionava a buscar a Anita Carrasco, que nos esperava desde as 11h. Nem foi possível descer à praia, nem entrar na capela.


Amanhecer da terça-feira 13

A noite foi tranquila no Hotel Brasil, reduto uruguaio em Santa Vitória. Os chuveiros, uma cachoeira de água quente. O desjejum à brasileira não tem como deixar alguém insatisfeito, com seus sucos, pães, doces e frutas. Eu cheguei primeiro, e a Marialba no final, ainda em estado hipnopômpico (saindo do sono e fazendo gradualmente as primeiras conexões sinápticas), enquanto os Papis iam defronte, no posto de gasolina, falar com o neto do seu Santos e com o Sergio Olivera, que os levou a encontrar sua mãe, Mirta. Aos poucos começávamos a sentir a vida dos personagens santa-vitorienses, como o livro os descreve resumidamente.

Fugindo do Apocalipse

Ainda no Hermenegildo, após deixar Anita em sua casa da Rua da Saudade, onde ela ficou totalmente só, decidimos fazer um lanche noturno, mesmo sabendo que segunda-feira é um dia difícil para achar restaurantes, na cidade (no Uruguai, todos fecham).

Ao redor da avenida central do Hermena, a Alameda das Acácias, encontramos o Apocalipse, que anunciava nas paredes comidas tipo jantar (foto). Não tínhamos referência alguma, exceto a visibilidade dos locais.

A opção foi apocalíptica: eles só tinham meia dúzia de opções, num cardápio em petição de miséria. As comidas escritas nas paredes eram dos donos anteriores. Pizza e frango, nem sonhar. O garçom, um jovem até com aspecto de sujo. Pedimos café e eles foram aquecer a água, que veio servida em xícaras. O cliente poria açúcar e café solúvel, a gosto. Seríamos os almofadinhas da cidade exigindo demais, ou realmente os padrões aqui eram baixos demais?

Ante tal demora e pobreza, cancelamos os pedidos de sanduíches e fomos comer na cidade. Perto do Hotel Brasil achamos o Cotidiano, um nome bem mais tranquilizante, onde de dia há buffet e, de noite, pizzas e vários pratos. Ignez por telefone também participou da tertúlia, e chegamos a recordar que quando ela contava 30 anos foi impedida pela família de namorar, e até se negou a casar com um pretendente que era de agrado da mãe (acredite se quiser). Pelotas ficou ligada à falta de liberdade e felicidade. Neste fim de mundo que é Santa Vitória, fugimos de dois apocalipses (a repressão pelotense e a indisciplina praiana).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Visita de vanguarda no Hermena

Na segunda 12 de janeiro às 14h, pegamos Anita Carrasco (que tinha adoecido no domingo e não viajou ao Hermena). Logo fomos na Marialba e rumamos a Santa Vitória, com a intenção de preparar o lançamento do livro. A viagem passou rápido, com fundo musical e muita conversa entre as duas Anas. A única pausa foi no Alvorada.

Ao chegar no Hermenegildo, fomos encontrando veraneantes conhecidos. Anita nos levou a duas casas: a de Salma Etiene Vasques Rodrigues de Lima - que, depois saberíamos, é colunista social do Jornal Liberal - e a do seu irmão, o professor Homero Vasques Rodrigues, autor de vários livros. Eles são filhos de Nelson Vasques Rodrigues, outro escritor.
Defronte à casa de Etiene (foto abaixo com seu marido, o Bileco), estava o professor Indu Ferrari (foto acima, com Anita), muito entusiasmado com a paleontologia. Todos tinham lido o livro, num único exemplar que estava circulando, comprado em Pelotas por Rosângela Cava.
Em Santa Vitória, muitas pessoas têm nomes estranhos e ficam conhecidas por seus apelidos da infância. O Bileco é um desses casos; ele se chama realmente Ioel.

Logo passamos a visitar o professor Homero. Por mais uns minutos conversamos com ele e a esposa, Maria Teresa. Era nosso primeiro contato com ele, que falou de seus veraneios nos anos 40, quando tinha uns 5 anos menos que Ignez. Homero diz que leu metade do livro em meia hora e depois ficou mais meia hora chorando, emocionado por tudo o que estava lendo ali, sua própria infância, com fotos que ele gostaria de ter tirado. Uma delas era a do padre na motocicleta: um amigo lhe havia dito que se trataria somente de uma bicicleta com motor, e esta foto do livro lhe havia dado razão, quanto a tratar-se realmente de uma motocicleta. Novamente emocionado, ele agradeceu por esta publicação e se declarou admirador de toda a família Vidal.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

À venda em duas livrarias de Pelotas

Nesta sexta, deixei 6 exemplares na Livraria Vanguarda. A encarregada ainda não tinha chegado de férias mas o gerente recebeu os livros (era a segunda vez que eu ia lá). O preço ficou a 18 reais, com 40% para eles.

É a segunda casa que vende o livro, e poderiam ser mais livrarias, se as coisas fossem mais fluidas. Na Católica ainda não consegui entrar, pois a universidade está de férias em certos horários: certos dias de manhã, outros de tarde. Ritmo de verão, ou ritmo de Pelotas?

Na livraria da UFPel (atrás do Liceu), me pediram um número de conta bancária com identificação da agência, para o pagamento posterior (aqui, eles ficam só com 30%); como eu não sabia de cor o número da agência, peguei os livros e voltei para casa. Um formulário por tão pouco, e no entanto nesta livraria o livro tem que estar à venda, pois foi editado na Federal. A Mundial me deu um recibo simples, e deixou que eu fixasse o valor. Deixei em 15, com 33% para eles.

Hoje e amanhã, estaremos no lugar dos acontecimentos, para definir a data exata do lançamento no Hermenegildo e outros detalhes. Lá veremos onde deixar o livro à venda, pois já nos avisaram que em toda Santa Vitória não existem livrarias!

Almoço no Gourmet

Quinzenalmente há algum motivo para celebrar algo e geralmente é a Ignez que nos paga o almoço, preferentemente no Lobão. Esta vez foi no Gourmet e o motivo foi o bota-fora da Ana Teresa, que viajava de volta a Macaé sexta-feira de tarde, após ter deixado várias decisões encaminhadas sobre o lançamento do livro em Santa Vitória. O almoço anterior foi na Galeteria, pelo lançamento do livro. Nesta sexta 9 de janeiro, Marialba Torres estava conosco e, como não poderia deixar de ser, o assunto principal foi o Hermenegildo.

Antes deste almoço, Ignez tinha recordado que seu primeiro contato com os castelhanos foi com a família Olivera, que veraneava na casa do lado. Meses antes de completar 5 anos, Ignez ouviu de uma das vizinhas o convite "Querés jugar?", e saiu correndo de medo, perguntar à mãe o que significava aquilo. Então, a mãe com todo carinho explicou: "Sua boba, ela quer brincar contigo". A menina começou aí uma amizade que duraria para sempre, mas que seria bloqueada 9 anos depois, com o fim dos veraneios na praia. Durante toda a vida, Ignez buscou o contato com os castelhanos, em sucessivas viagens aos países vizinhos (sua forma de retornar àquela época, infringindo a proibição de voltar).

Em pleno almoço, Ignez comentou a Maria Eliana que só havia voltado ao Hermenegildo uma vez, com a tia Marília (nenhum de nós sabia), em ano que não especificou, e que tinha ficado chocada com as mudanças no lugar. Só o fato de recordar aquele momento a deixava tão angustiada que ela disse que nem gostava de falar nisso. Foi quando não conseguiu mais segurar as lágrimas, por uns segundos.

Após o lançamento, é a segunda pessoa que sabemos ser tocada por grande emoção devido ao tema do livro. A outra foi Leda Borges, que sem conhecer o Hermenegildo pôde lembrar de sua própria infância. Sessenta anos depois, os sentimentos seguem existindo e precisando de cuidado. Não os ignoremos nem os reprimamos. Vamos ao Hermenegildo?

domingo, 4 de janeiro de 2009

As próximas sessões de autógrafos

Terminada a primeira sessão de autógrafos, dia 19 de dezembro em Pelotas, seguem aparecendo interessados que vêm a nossa casa pedir o livro. Já vendemos uns 15 na porta. A Livraria Mundial vendeu mais 8, em uma semana. Ainda falta deixar exemplares na Vanguarda, na UFPel e na Educat.

As amizades, os convites distribuídos e os contatos feitos com a mídia deram esses resultados e ainda há água rodando no moinho. Antes do lançamento, foram visitadas com sucesso a rádio Pelotense e a Universidade, a TV UCPel e a TV Comunitária (abaixo, foto com Wilton Cunha, na sexta 19-12). Na imprensa escrita, saiu uma nota no blog Amigos de Pelotas, uma notinha no Diário da Manhã e uma boa reportagem no Diário Popular.

A segunda sessão de autógrafos já está conseguida para sábado 24 de janeiro, no Hermenegildo.

A terceira será sábado 7 de fevereiro, na Feira do Livro do Cassino.

sábado, 3 de janeiro de 2009

O autógrafo para Anita Carrasco


Anita Carrasco Pereyra, que escreveu em 2006 o prefácio e sempre torceu pelo sucesso do livro, ajudou-nos a localizar outros vitorienses residentes em Pelotas. Professora de História e Geografia no CEFET, ela ainda estava trabalhando na hora da sessão de autógrafos, mas conseguiu chegar às 21:30.

O autor lhe dedicou um autógrafo especial, de página inteira, e o leu a ela em voz alta (foto à direita), ganhando um carinhoso beijo de agradecimento e admiração. Anita é fã da família Soto Vidal desde 1968, quando se radicou em Pelotas.

Ignez Dias da Costa Vidal também apoiou a produção, emprestando algumas fotos do álbum familiar. Ela não escreveu o livro, mas recorda detalhes que apóiam o texto, do ponto de vista da filha mais nova. Foi Ignez quem indicou Anita para escrever o prefácio, especialmente por seu conhecimento, desde a infância, do balneário do Hermenegildo e seus personagens.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Primeira sessão de autógrafos


Na sexta-feira 19 de dezembro, realizou-se a primeira sessão de autógrafos do livro "Vamos ao Hermenegildo?", a partir das 18h50min, quando chegamos ao Centro de Integração do Mercosul, da UFPel. A essa hora já havia um senhor vitoriense interessado no livro. Aos poucos foram chegando os amigos e parentes, e o autor seguiu autografando sem parar, até perto das 21h30min. Às 22h, apareceu a última visita, o advogado Francisco Carlos de Moraes. Alguns souberam pelo jornal, outros pelo convite, outros por e-mail, ou até por comentários de amigos.

A única representante da Academia Pelotense de Letras foi sua presidente, Zênia de Leon (foto abaixo). Mário Mattos foi o único representante do Instituto Simões Lopes Neto. O único escritor não integrante dessas associações foi o amigo Aldyr Garcia Schlee (foto acima).

64 pessoas assinaram o livro de presença. Quem não assinou: o autor, sua esposa e os dois filhos que residem em Pelotas (Francisco Antônio e Maria Eliana). Ana Teresa chegou dias antes. Carlos Eugênio e José Cláudio não estavam na cidade.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Santa Vitória do Palmar e Praia do Hermenegildo, em 2006

Em outubro de 2006, Francisco Vidal, a esposa Ana Elisa e os filhos Ana Teresa e Francisco Antônio estiveram em Santa Vitória e na Praia do Hermenegildo. Lá foram tiradas várias fotos, dentre elas a da contracapa do livro "Vamos ao Hermenegildo?". Vejam aqui algumas dessas imagens históricas do seu retorno, após 30 anos da anterior visita, ao local de inspiração do livro!
Na foto acima, o pórtico de entrada de Santa Vitória, do ponto de vista de quem sai.


Primavera e maré baixa no Hermenegildo, 60 anos depois do último veraneio. Ao longe, o caminho que levava a Pelotas.

No acesso principal, Francisco e a filha Ana Teresa. Fomos os únicos visitantes do dia.


Dentro da nova capela do Hermenegildo, a foto da inauguração (acima), não sabemos em que ano. A antiga capela era uma casa que olhava para o mar.

Belos detalhes ornam o seu interior, como o andor em forma de barquinho.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

80 anos de Francisco Dias da Costa Vidal: junho de 2009

No próximo ano, em 9 de junho, Francisco Dias da Costa Vidal comemorará seu Octogésimo Aniversário!

Estamos preparando uma super-homenagem ao pelotense, professor, orientador educacional, crítico de arte, psicólogo, psicanalista, agrônomo, pai e avô. O primeiro presente será a edição do seu segundo livro, as crônicas de memórias do Hermenegildo (na foto, a visita em 2006).

Preparem-se!

"Vamos ao Hermenegildo?"

O segundo livro de Francisco Vidal será lançado ainda este ano

"Vamos ao Hermenegildo?" é uma série de crônicas de memórias sobre os veraneios no balneário vitoriense entre 1936 e 1945. As férias familiares, que se inauguravam com a emocionante viagem pela praia, são o pano de fundo destes relatos que hoje - além de aventura - trazem até nos um retrato histórico, geográfico, social e afetivo.

Francisco Dias da Costa Vidal, tão benquisto por seus ex-alunos, leitores e conterrâneos, revela-se nestas páginas o homem de muitas facetas que sempre foi: psicólogo, agrônomo, cronista de arte e viagens, desenhista, pai de cinco filhos, pessoa de fé... Nos brinda com uma jóia bem lapidada desde a década de 1990.


Suas crônicas nos conduzem a um encontro de múltiplas facetas: num canto do mundo, onde dois países se tocam, onde a natureza não marca fronteiras políticas e as pessoas de ambos países se misturam, se conhecem mutuamente e fazem amizades duradouras, muitas das vozes da rica personalidade do autor também se coadunam.
Este livro é, portanto, um convite a um encontro marcado que espera pelo leitor: Vamos ao Hermenegildo?

Esta será a capa do livro! (Arte de Gilnei Tavares, sobre uma idéia de Ana Teresa Soto Vidal)

Francisco Vidal na Praia do Hermenegildo, em outubro de 2006. A coleta de conchas na areia é uma metáfora das recordações que foram recolhidas na Praia da Memória. Algumas delas o mar levou; outras se transformaram em relatos e serão agora publicados.

Fotos de Ana Teresa.